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AKPALÔ: SARAU AFROCURITIBANO
de 28 de novembro de 2025 a 7 de fevereiro de 2026

O legado do Akpalô - sarau que celebrou a ancestralidade afro-curitibana

Texto: Gabriel Souza

Há 30 dias, o Akpalô: Sarau Afrocuritibano encerrava sua programação em Curitiba. Realizado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, o projeto ocupou a Casa Cultural Àlàáfíà, no bairro São Francisco, com uma série de atividades voltadas à valorização e difusão da cultura afro-brasileira.

Ao longo de quatro meses, o espaço recebeu dezenas de participantes em encontros dedicados à arte, à literatura, à oralidade e às expressões culturais ligadas às matrizes afro-indígenas. A proposta do Akpalô foi promover um ambiente de troca, escuta e criação coletiva, fortalecendo conexões com elementos culturais que construíram e seguem construindo identidades em âmbito nacional, estadual e também local.

Para a Ariramba Cultural, responsável pela produção do projeto, iniciativas como o Akpalô reafirmam que Curitiba possui vínculos profundos com a ancestralidade dos povos afro-indígenas. Esse entendimento também dialoga com experiências anteriores, como os saraus realizados pelo Centro Cultural Humaita, instituição representada em todos os encontros do projeto pela vice-presidente da gestão 2024–2028, Isis Silva.

Ao longo da programação, artistas, educadores e agentes culturais ligados à pluralidade de manifestações da negritude conduziram atividades que resultaram em experiências marcadas por uma intensa circulação de saberes, afetos e expressões criativas. Pessoas de diferentes regiões da capital participaram dos encontros, fortalecendo o caráter coletivo e comunitário da proposta.

O Akpalô: Sarau Afrocuritibano contou com produção da Ariramba Cultural, com direção executiva de Andressa Medeiros, em parceria com a Associação dos Rimadores, tendo Samuel Costa (Samuka) na direção de produção. O projeto também contou com a coprodução de Mônica Margarido, na assistência de direção, e com o acolhimento da Casa Cultural Àlàáfíà, sob a receptividade de Daniel Montelles e sua equipe.

A realização do projeto foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal de Curitiba e de vereadoras e vereadores que reconhecem a arte e a educação como ferramentas de transformação social. A iniciativa foi viabilizada por meio de emenda parlamentar coletiva articulada pela vereadora Giorgia Prates (PT), em colaboração com os vereadores Serginho do Posto (PSD) e Pier Petruzziello (PP).

Inspirado na figura do akpalô, personagem da tradição iorubá reconhecido como contador de histórias e guardião de saberes, o projeto estruturou sua programação em sete atos, em diálogo com a linguagem teatral. Cada encontro representou um capítulo dessa narrativa coletiva, conectando diferentes expressões artísticas e saberes ancestrais.

Essa organização em atos também permite compreender o ritmo do projeto: encontros realizados ao longo de quatro meses que, mesmo separados no calendário, formaram um percurso contínuo de construção cultural e comunitária. O resultado é um legado que reafirma a riqueza e a pluralidade da cultura afro-indígena no contexto da cidade.

Abertura  – dias 28 e 29 de novembro de 2025

Nos dois primeiros dias, 28 e 29 de novembro de 2025, sexta-feira e sábado, a Àlàáfíà recebeu o Akpalô das 15h às 19h e das 10h às 16h, respectivamente. Na sexta, o público pôde acompanhar o espetáculo “Enquanto Contava, Chico Rei”, com a companhia Girolê. Em seguida, houve a abertura oficial do Akpalô com representantes do Centro Cultural Humaita, da Ariramba Cultural e da Associação dos Rimadores, além da realização do sarau.

No sábado, mais uma vez, o teatro foi oferecido ao público com a imersão ligada à peça “Os segredos da Ancestralidade”, de Matheus Boeck, no período da manhã. A tarde foi marcada pela energia musical da DJ Medusa, além da força poética vinda do sarau.

Ato 3 – dia 6 de dezembro de 2025

No dia 6 de dezembro, a programação teve início com a realização de uma feira de livros, que acompanhou as atividades ao longo do dia. Pela manhã, a Associação dos Rimadores conduziu a oficina “Rap e o Slam – palavra e seus modos de resistência”, propondo reflexões ao público sobre a potência da palavra falada como ferramenta de expressão e enfrentamento, liberando o espaço para os MCs expressarem as suas artes. Também houve uma batalha de rima para animar a casa com as improvisações.

Ato 4 – dia 20 de dezembro de 2025

O quarto ato aconteceu em 20 de dezembro e reuniu diferentes expressões da literatura e da música. A manhã foi dedicada aos “Jogos Literários”, atividade conduzida por Andressa Medeiros, que incentivou impulsos criativos da escrita entre crianças e adultos. A programação continuou com a apresentação “Histórias Na Terra” com Flávia Imirene e encerrou com a discotecagem comandada pela DJ Spena e a oficina de estudos corporais com Isis Silva e Silvester Neto.

Ato 5 – dia 17 de janeiro de 2026

Já em 17 de janeiro, o quinto ato iniciou o ciclo de atividades de 2026 com a oficina “Editando escrevivências pretas”, conduzida por Mestre Kandiero. Na sequência, os participantes compartilharam suas produções no Sarau de leitura, ao lado de autores afrocuritibanos e artistas como Wes Ventura, Dow Raiz, MC Cicca e convidados de Samuka. O encontro foi finalizado com uma Roda de Jongo conduzida pelo grupo Cazuá da Mina, com participação de Rosane Arminda, do Centro Cultural Humaita, Mestre Kandiero e Idalina.

Ato 6 – dia 31 de janeiro de 2026

No dia 31 de janeiro, o sexto ato trouxe atividades voltadas especialmente à literatura e à música. A programação começou com a contação de histórias, seguida da oficina “Contando histórias”, com Victor Lucas Oliver. Na sequência, Ana Elisa Vidal apresentou a conversa “Do enredo à Avenida”, abordando o processo de criação das escolas de samba. O público também acompanhou a leitura e o bate-papo sobre o livro “O Menino de Seis Dedos”, com Taciane Vieira, que posteriormente dividiu o palco com Erick Herculano em uma apresentação musical de encerramento.

Ato 7 – dia 7 de fevereiro de 2026

O sétimo e último ato, realizado em 7 de fevereiro, marcou o encerramento do ciclo com uma programação que reuniu escrita, espiritualidade e música. Pela manhã, Monica Margarido conduziu a oficina “Transforme seus monstros em histórias”, voltada à escrita criativa. À tarde, o público participou do encontro “Saberes de Terreiro”, com Yá Edimar Matias e Babá Dorval T’Obaluayê, seguido de um bate-papo com Andressa Serpejante, autora do livro Africanos e Afrodescendentes em Curitiba. O encerramento contou com a apresentação “Salve os Caboclos e a Ancestralidade”, da Associação Afoxé Aiyê Layo, e a discotecagem final com a DJ Afrodt.

Equipe – Akpalô: Sarau Afrocuritibano

Realização: Centro Cultural Humaita
Produção: Ariramba Cultural, Associação dos Rimadores, Centro Cultural Humaita
Coprodução: Casa Cultural Àlàáfíà e Monica Margarido Produções
Produção Executiva e Curadoria: Andressa Medeiros
Direção de Produção: Samuel Costa (Samuka)
Assistente de Direção: Mônica Margarido
Assistentes de Produção: Isis Silva, Edimar Matias, Joice Cardoso e Laísa Trojaike
Designer Gráfica: Laísa Trojaike
Mídias Sociais: Isis Silva, Laísa Trojaike, Gabriel Souza
Assessoria de Imprensa: Gabriel Souza
Registros Fotográficos: Bruna Silva

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